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Hotel Dom Palace Lisboa

Planejando viajar para Portugal e Rússia nos próximos dias, entre 11 e 24 de setembro, o prefeito de Maringá fixou em US$ 500 dólares o valor a receber por dia de afastamento. Após apontar questionamentos sobre o roteiro da viagem, o vereador Humberto Henrique (PT) também descobriu que a verba para o prefeito se hospedar e fazer refeições no exterior chega a ser o dobro do valor pago pelo governo federal.

Enquanto a diária internacional do prefeito de Maringá é de US$ 500 dólares, o valor pago pelo governo federal para ministros e até para a Presidente da República em missão oficial em Portugal, varia de US$ 350 a US$ 460. Já para a Rússia a diferença aumenta, pois o governo paga entre US$ 300 e US$ 350.

A maior diferença encontrada pelo vereador, até o momento, foi na comparação com a última viagem feita pelo prefeito, em dezembro de 2014, para Lima, no Peru. Durante nove dias ele participou de uma Conferência sobre mudança do clima. A população pagou US$ 500 por dia de afastamento. Já o governo federal paga entre US$ 250 a US$ 300 dólares para o mesmo destino.

Em Maringá, quando o prefeito viaja para o exterior em missão oficial, é ele mesmo quem determina, por decreto, o quanto vai receber por dia de afastamento do cargo. Referente a próxima viagem de 14 dias para a Europa, só em diárias a despesa dele deverá passar de R$ 26,5 mil reais, sem contar os gastos com outros funcionários, passagens, táxis e outras taxas, que também serão pagas com o dinheiro público. Na esfera federal, os valores estão previstos no decreto nº 71.733/1973.

Vereador quer explicações
Na semana passada Humberto Henrique apresentou requerimento pedindo explicações sobre a viagem do prefeito. No roteiro estão as cidades de Lisboa, Leiria e Vila de Rei, em Portugal, e Moscou, na Rússia. Para o vereador, faltam informações para avaliar se a missão oficial a ser paga com dinheiro público poderá trazer benefícios para a população.



Em Lisboa, o administrador municipal vai receber o prêmio de “gestor do século” durante o “Congresso Mundial de Prefeitos”. O vereador apurou que os organizadores do evento, uma empresa brasileira, são suspeitos de promover a “indústria de prêmios”, onde os homenageados precisam adquirir pacotes em hotéis de luxo (foto) para receber os prêmios.

Segundo o parlamentar, a mesma premiação concedida ao prefeito de Maringá também será entregue aos administradores de cidades pobres, com baixo IDH e índices preocupantes de analfabetismo. Só a inscrição para participar do congresso custa R$ 7.490,00.

As dúvidas ainda são grandes em relação a visita às cidades portuguesas de Leiria e Vila de Rei. Essa última possui cerca de 4 mil habitantes e recorda o fracasso de uma parceria com Maringá em 2006. Na época, a presidente do Provopar, atual primeira-dama, liderou um movimento que enviou maringaenses para Vila de Rei. Meses depois, o tema ganhou repercussão na mídia após os brasileiros relatarem que chegaram a passar fome e foram enganados pelas autoridades.

Foto: Suíte do hotel de luxo, local do evento que o prefeito de Maringá vai participar em Lisboa - Divulgação

Gelinton Batista / Assessoria de Imprensa




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