Vivemos em uma sociedade culturalmente machista, o que se reflete em todos os setores de nossas vidas tanto em nível profissional como pessoal. Homens e mulheres (também) machistas agem em nosso cotidiano com atitudes e posturas que desqualificam a mulher.

Na política, a situação não é diferente, pelo contrário, a cultura machista impera de forma contundente, dentro e fora dos partidos políticos.

No Brasil, mesmo com a lei das cotas de 30%, as mulheres continuam sem ocupar os espaços políticos ora por que os partidos não possibilitam suas candidaturas ora por falta de apoio familiar, entre outros motivos.

Basta verificar as estatísticas que mostram o Brasil na 104. posição no ranking mundial de mulheres que ocupam cargos públicos, o que leva a 8,8% de mulheres na política.  Em um país onde as mulheres são as mais qualificadas em termos de estudos, são chefes de família e ocupam cargos de direção nas empresas, fica a indagação por sua ausência na ocupação nos cargos executivo e legislativos.

Nas últimas eleições municipais, poucas mulheres concorreram às câmaras municipais e muitos partidos não cumpriram a cota de 30%, ficando sem candidatas.

Por outro lado, as mulheres participam ativamente da vida política do país, por meio de movimentos sociais, sindicatos, associações de moradores, entre outros. No entanto, na vida partidária são poucas as mulheres que se dispõem a atuar, o que se torna uma contradição visto que reúnem condições para propor políticas públicas que melhorem a vida da população dado à inserção que as mulheres têm em todos os setores da sociedade.

Neste cenário, destaca-se a participação das nossas mulheres políticas, que buscam fazer a diferença, ao levar para a vida pública suas experiências no uso dos serviços públicos como saúde, educação,