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A história de luta e de superação da mulher não é e não dá para ser datada. A despeito das convenções sociais, das imposições de papéis, das perseguições, das fogueiras e forcas, das facas e balas, das difamações e ameaças sempre houve joanas, marias, anas, izabéis, cristinas, beths, claras, beneditas e tantas outras posicionadas no campo da resistência, da ousadia, do enfrentamento; no lugar de quem sabia e sabe que a vida e o destino de um ser não pode ser determinado pelo fato de se ter nascido do sexo masculino ou feminino, homem ou mulher. Este ano completa cem anos de celebração do Dia Internacional da Mulher. Um século de manifestação diante de uma existência humana de muita luta.

Um olhar rápido para trás é suficiente para se perceber o quanto a luta feminista por igualdade de direitos entre homens e mulheres rendeu frutos ao longo desses cem anos: direito a ir à escola; inserção no mercado de trabalho no exercício de quase todo tipo de profissão; criação de delegacias especializadas no atendimento à mulher; programas de assistência integral à saúde; adoção do sistema de cotas para assegurar à mulher o direito de disputar espaços de poder na política partidária; leis que combatem à violência contra a mulher, especialmente a violência doméstica, e a recente destinação de parte dos recursos do fundo partidário ara promover a participação da mulher na política são exemplos de conquistas alcançadas ao longo dos anos. Contudo, ainda são muitos os desafios a serem enfrentados um século depois de se definir um dia especial para lembrar a luta cotidiana das mulheres por seus direitos nos vários cantos do mundo.

Sem falar dos milhões de mulheres que ainda são violentadas, aprisionadas, torturadas, apedrejadas, mutiladas, escravizadas em países e culturas distintos do nosso (e, em alguns casos, isso ainda é visto no nosso também), destaco alguns dos muitos problemas que ainda precisam ser superados: discriminação e preconceito; isonomia salarial entre homens e mulheres no exercício da mesma profissão; direito de decidir sobre o próprio corpo; implementação e/ou aplicação correta da legislação que trata dos direitos da mulher; violência física, sexual, psicológica e moral e jornada dupla de trabalho.

Ao celebrar cem anos do Dia Internacional da Mulher é bom que se olhe para trás para contabilizar as vitórias, lembrar das tantas mulheres anônimas ou famosas que contribuíram com suas lutas, com suas vidas, com seus gritos para que conquistássemos os direitos adquiridos até aqui. Porém é necessário que não nos esqueçamos que ainda estamos no meio de um processo e que ainda temos muitos embates pela frente para garantirmos a efetividade dos direitos já adquiridos, para continuarmos rompendo preconceitos e injustiças e para conquistarmos de fato uma sociedade com igualdade de direitos entre mulheres e homens – isso é pressuposto básico para a conquista de uma sociedade com justiça social. E só alcançaremos esse dia se nos mantermos mobilizadas, articuladas, engajadas nessa luta iniciada por outras companheiras e que agora, neste momento histórico da história, está sob nossa responsabilidade.

Que façamos com que o ano dos cem anos do Dia Internacional da Mulher seja um marco na história do Brasil, especialmente na nossa história grandes conquistas!


Laisy Moriére
Secretária nacional de Mulheres do PT




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